Neste artigo 13 seções
  1. Como fazer um roteiro de vídeo, em uma frase
  2. As 3 perguntas antes de qualquer linha
  3. Uma estrutura de 5 blocos que funciona na maioria dos casos
  4. Formato, duração e objetivo: a régua rápida
  5. Duas colunas: o que se ouve, o que se vê
  6. Exemplo 1: roteiro completo de reel (30 segundos)
  7. Exemplo 2: roteiro completo de vídeo institucional (90 segundos)
  8. Os 3 erros que mais estragam roteiro
  9. Como a Koko trabalha
  10. FAQ
  11. Conclusão
  12. Leia também
  13. Fontes e referências

Roteiro de vídeo é o documento que define, antes de qualquer gravação, o que vai ser dito e o que vai ser mostrado em cada segundo do vídeo, do gancho ao CTA. Sem ele, o que existe é improviso com a câmera ligada. Às vezes dá certo. Na média, produz aquele vídeo que a empresa posta, a equipe curte por solidariedade e o algoritmo enterra em 48 horas.

O contexto não perdoa mais o improviso. O brasileiro passa mais de 9 horas por dia conectado, segundo o DataReportal, e uma fatia enorme desse tempo é vídeo: só o YouTube alcança mais de 140 milhões de pessoas por mês no Brasil, segundo o próprio Google. Todo mundo disputa esse feed, da Ambev ao seu concorrente de bairro. E a diferença entre o vídeo que segura audiência e o que morre no segundo 3 costuma estar decidida antes do REC: no texto.

Só que quase todo material sobre roteiro em português ensina ou cinema (master scenes, plot point, arco de personagem) ou dica solta de reels. Esse artigo cobre o meio, que é onde o marketing vive: roteiro pra qualquer vídeo comercial, do reel de 30 segundos ao institucional, do YouTube longo ao anúncio.

Como fazer um roteiro de vídeo, em uma frase

Pra fazer um roteiro de vídeo, responda três perguntas antes de escrever (pra quem é o vídeo, contra o quê ele compete pela atenção, qual a próxima ação esperada) e preencha cinco blocos nessa ordem: gancho, promessa, desenvolvimento, pagamento e CTA, sempre em duas colunas, o que se ouve e o que se vê.

Esse é o método inteiro. O resto do artigo é a versão expandida, com dois roteiros completos pra copiar e adaptar.

As 3 perguntas antes de qualquer linha

Roteiro ruim quase nunca erra na escrita. Erra antes, na falta de resposta pra três perguntas que ninguém se deu ao trabalho de fazer.

1. Pra quem é esse vídeo? Uma pessoa, não um público. "Empresários" não é resposta. "Dono de restaurante que paga R$ 3 mil por mês de comissão pro iFood e resmunga toda vez que fecha o caixa", isso sim. E não, especificidade não estreita o alcance: milhares de donos de restaurante vão se reconhecer nessa frase.

2. Contra o quê ele compete? Cada formato tem um inimigo diferente. O reel compete contra o scroll. No YouTube longo, o inimigo é a barra de progresso e aquele vídeo sugerido piscando do lado. Já o institucional, numa reunião comercial, disputa com o celular na mesa, e a VSL briga com o botão de fechar a aba. Saber quem é o inimigo muda o texto: no reel você escreve pra impedir o swipe no segundo 2, no institucional, pra fazer o diretor levantar o olho da tela.

3. Qual a próxima ação? Uma só. Salvar o vídeo, mandar DM, agendar visita, clicar no link. Vídeo com três CTAs tem zero CTA. Se você não sabe o que quer que a pessoa faça depois de assistir, o roteiro não está pronto pra ser escrito (melhor descobrir isso antes da diária de gravação, não depois).

3 perguntas antes da primeira linhaRoteiro ruim quase nunca erra na escrita · erra antes, na falta dessas respostas

Pergunta

1

Pra quem é?

Uma pessoa, não um público

  • Vago demais“Empresários”
  • Específico o bastante“Dono de restaurante que paga R$ 3 mil por mês de comissão pro iFood e resmunga toda vez que fecha o caixa”

Não estreita o alcance

Milhares de donos de restaurante vão se reconhecer nessa frase.

Pergunta

2

Contra o quê compete?

Cada formato tem um inimigo

  • Reelo scroll
  • YouTube longobarra de progresso e vídeo sugerido piscando do lado
  • Institucionalo celular na mesa
  • VSLo botão de fechar a aba

Saber o inimigo muda o texto

No reel, você escreve pra impedir o swipe no segundo 2; no institucional, pra fazer o diretor levantar o olho.

Pergunta

3

Qual a próxima ação?

Uma só, e específica

  • salvar o vídeo
  • mandar DM
  • agendar visita
  • clicar no link

Vídeo com 3 CTAs tem 0 CTA

Sem resposta, sem roteiro

Descubra antes da diária de gravação, não depois.

Respondidas as três, o roteiro pode começar: gancho · promessa · desenvolvimento · pagamento · CTA

Uma estrutura de 5 blocos que funciona na maioria dos casos

Na maioria dos vídeos comerciais, de 15 segundos a 15 minutos, dá pra organizar o roteiro nos mesmos cinco blocos. O que muda de formato pra formato é a proporção, não a ordem.

  1. Gancho (cerca de 10% do tempo). A primeira frase ou imagem, com função única: impedir que a pessoa vá embora. Não apresenta, não contextualiza. No formato curto é sobrevivência: boa parte da audiência decide se fica ou sai antes de qualquer conteúdo aparecer, como a gente destrinchou em hooks e aberturas de reels.

  2. Promessa (cerca de 10%). O contrato com o espectador: o que ele ganha se ficar até o fim. "Em 30 segundos você vai saber se estourou o limite do MEI." É o que convence quem parou no gancho, mas ainda tá com o dedo no scroll, a ficar até o fim.

  3. Desenvolvimento (50 a 60%). O conteúdo em si, quebrado em beats de 8 a 15 segundos. Cada beat entrega uma ideia e abre a porta da próxima. Beat que não puxa o seguinte é onde a curva de retenção despenca no meio.

  4. Pagamento (10 a 15%). A entrega da promessa, a conclusão que amarra os beats. Vídeo sem pagamento termina em "tá, e daí?". No gráfico de retenção isso aparece como queda brusca no final, padrão explicado em como ler o gráfico de retenção de reels.

  5. CTA (10 a 15%). A próxima ação, uma e específica, de preferência com motivo ("salva pra revisar em dezembro").

As 7 estruturas clássicas de roteiro (PASTOR, AIDA, loop infinito e companhia) são variações desses 5 blocos com ênfases diferentes; o catálogo completo com copy escrito está em as 7 estruturas de roteiro para reels.

Uma estrutura de 5 blocosDo reel de 15 segundos à VSL de 20 minutos · a proporção muda, a ordem nunca
  1. 1Gancho ≈ 10% do tempoImpede a pessoa de ir embora. Não apresenta, não contextualiza.
  2. 2Promessa ≈ 10%O contrato: o que o espectador ganha se ficar até o fim.
  3. 3Desenvolvimento 50 a 60% · em beats de 8 a 15 segundosBeats de 8 a 15s. Cada um entrega uma ideia e abre a porta da próxima.
  4. 4Pagamento 10 a 15%A entrega da promessa. Sem ele, o vídeo termina em “tá, e daí?”.
  5. 5CTA 10 a 15%Uma ação, específica, com motivo: “salva pra revisar em dezembro”.
3s
é o tempo do gancho num reel de 30s pra impedir o swipe
1
ação por vídeo, específica e com motivo: três CTAs no mesmo vídeo viram zero

Formato, duração e objetivo: a régua rápida

Antes de escrever, vale cravar em qual caixa o vídeo vive. A tabela abaixo serve de régua para o briefing.

FormatoDuração típicaObjetivoOnde roda
Reel / Short / TikTok15 a 60sAlcance, topo de funil, autoridadeInstagram, TikTok, YouTube Shorts
YouTube longo6 a 15 minProfundidade, busca, nutrição de audiênciaYouTube, embed em blog e email
Institucional60 a 120sCredibilidade, meio de funilSite, proposta comercial, evento, LinkedIn
VSL / vídeo de vendas3 a 20 minConversão diretaLanding page, funil de lançamento
Anúncio (in-stream, bumper)6 a 30sLembrança de marca, ofertaMeta Ads, YouTube Ads, TikTok Ads

A estrutura de 5 blocos estica e encolhe conforme a linha da tabela. No reel de 30 segundos, o gancho tem 3 segundos e o desenvolvimento cabe em 2 beats. No YouTube de 12 minutos, o gancho vira um cold open de 30 a 40 segundos (geralmente o melhor trecho do próprio vídeo) e o desenvolvimento comporta 5 a 8 beats com respiro. Na VSL, o desenvolvimento incha de prova social, porque o trabalho ali é vencer objeção atrás de objeção até o pitch.

E tem uma variável que a duração não captura: o que o vídeo vende. Serviço pede prova social, processo e autoridade de quem opera; produto pede demonstração, benefício e urgência. Essa diferença muda o miolo do desenvolvimento, e tem artigo só sobre ela: roteiro de reels para serviço vs produto.

Formato, duração e objetivo: a régua rápidaA mesma estrutura de 5 blocos estica ou encolhe conforme a linha da tabela
FormatoDuração típicaObjetivoOnde roda
Reel / Short / TikTokno reel de 30s: gancho de 3s e 2 beats15 a 60sAlcance, topo de funil, autoridadeInstagram, TikTok, YouTube Shorts
YouTube longocold open de 30 a 40s e 5 a 8 beats6 a 15 minProfundidade, busca, nutrição de audiênciaYouTube, embed em blog e email
Institucionala marca só entra depois do gancho60 a 120sCredibilidade, meio de funilSite, proposta comercial, evento, LinkedIn
VSL / vídeo de vendasdesenvolvimento cheio de prova social3 a 20 minConversão diretaLanding page, funil de lançamento
Anúncio (in-stream, bumper)6 a 30sLembrança de marca, ofertaMeta Ads, YouTube Ads, TikTok Ads

O que o vídeo vende muda o miolo: serviço pede prova social, processo e autoridade; produto pede demonstração, benefício e urgência.

Duas colunas: o que se ouve, o que se vê

Roteiro comercial profissional se escreve em duas colunas. Na esquerda, o áudio: locução, fala, trilha. Na direita, a imagem: enquadramento, corte, texto na tela, b-roll. A coluna da imagem é a mais negligenciada do marketing brasileiro, e é ela que separa vídeo de podcast filmado. Os dois exemplos abaixo estão nesse formato, prontos pra copiar.

Exemplo 1: roteiro completo de reel (30 segundos)

Cenário: contadora que atende MEI, vídeo educativo de topo de funil. Ação esperada: salvar o vídeo.

TempoBlocoÁudio (o que se ouve)Imagem (o que se vê)
0-3sGancho"MEI com um mês bem acima do normal? Presta atenção."Contadora em close, olhando pra câmera. Texto na tela: "MEI: mês forte?"
3-6sPromessa"Vou te mostrar se você está perto do limite do ano."Corte seco. Ela puxa uma calculadora pra frente da câmera
6-14sDesenvolvimento · beat 1"O limite do MEI é anual, não mensal. A conta que importa é a do ano."Texto na tela: "LIMITE É POR ANO". B-roll rápido de planilha
14-22sDesenvolvimento · beat 2"Soma tudo que você faturou no ano e compara com o limite. Chegou perto, sinal amarelo."Ela digita na calculadora; o resultado sobe em destaque na tela
22-26sPagamento"Passou ou vai passar? Fala com um contador antes de dezembro."Card na tela: "FALA COM UM CONTADOR"
26-30sCTA"Salva esse vídeo pra refazer a conta em dezembro."Ela aponta pro canto do botão de salvar. Texto: "SALVA 📌"

Repara na aritmética: o roteiro inteiro tem cerca de 75 palavras faladas, e não por acaso. Narração em ritmo natural de conversa, em português, roda entre 130 e 160 palavras por minuto (uma régua prática). Um reel de 30 segundos comporta 65 a 80 palavras. Roteiro com 120 palavras pra 30 segundos só fecha se você falar como leiloeiro de gado.

Anatomia de um reel de 30 segundosO roteiro do exemplo, bloco a bloco: contadora que atende MEI · ≈ 75 palavras faladas
  1. 1Gancho 0-3s“MEI com um mês bem acima do normal? Presta atenção.” missão: impedir o swipe
  2. 2Promessa 3-6sO contrato: saber se está perto do limite do ano.
  3. 3Beat 1 6-14sUma ideia só: o limite do MEI é anual, não mensal.
  4. 4Beat 2 14-22sA conta: faturamento do ano perto do limite é sinal amarelo.
  5. 5Pagamento 22-26sEntrega da promessa: passou ou vai passar, fala com um contador.
  6. 6CTA 26-30s“Salva pra refazer em dezembro”: uma ação, só uma, com motivo.
  1. 7Desenvolvimento beats de 8 a 15s

A aritmética do ritmo · uma régua prática

≈ 75
palavras faladas no roteiro inteiro
130 a 160
palavras por minuto em ritmo de conversa
65 a 80
palavras cabem num reel de 30 segundos

Exemplo 2: roteiro completo de vídeo institucional (90 segundos)

Cenário: fábrica de móveis planejados, vídeo pro site e pra proposta comercial. Ação esperada: agendar visita ao showroom.

TempoBlocoÁudio (o que se ouve)Imagem (o que se vê)
0-8sGanchoSom de serra, sem narração até o 4º segundo. Narração: "Todo mundo conhece uma história de móvel planejado que atrasou três meses e chegou com a porta errada."Close nas mãos de um marceneiro passando régua numa chapa. Nenhum logo em tela
8-15sPromessa"Nos próximos 60 segundos, a gente mostra o que faz um projeto sair da tela e chegar na sua parede exatamente igual."Plano aéreo do galpão da fábrica. Lettering discreto com o nome da marca
15-35sDesenvolvimento · processo"Aqui, nenhuma chapa é cortada antes do projeto 3D ser aprovado por você. A medição é digital, o corte é CNC e cada peça sai numerada de fábrica."Sequência: medição a laser no apartamento do cliente, projeto 3D girando na tela, máquina CNC cortando, etiqueta sendo colada na peça
35-55sDesenvolvimento · pessoasDepoimento do marceneiro, sem narração: "Eu tô aqui há 15 anos. Móvel que sai errado volta pra minha bancada. Então não sai errado."Marceneiro de frente pra câmera, na bancada dele. Nome e função em lettering
55-65sDesenvolvimento · prova"Mais de 3 mil cozinhas entregues, de Caxias à Zona Norte."Cliente real abrindo os armários da cozinha instalada, sem pose
65-80sPagamento"No fim, o que a gente entrega não cabe no caminhão: é a certeza de que o móvel aprovado na tela é o móvel instalado na parede."Split screen: projeto 3D de um lado, cozinha pronta do outro, mesmo ângulo
80-90sCTA"Agenda uma visita ao showroom. O projeto 3D é por nossa conta."Fachada do showroom, endereço, WhatsApp e logo em tela cheia

Detalhe que passa batido: a empresa só aparece nomeada depois do segundo 8, e a história dela (os 15 anos do marceneiro, as 3 mil cozinhas) só entra quando já ganhou o direito de ser contada. Institucional que abre com "fundada em 1998, nossa missão é..." perde a reunião pro celular na mesa antes do segundo 10.

Os 3 erros que mais estragam roteiro

Três padrões respondem pela maioria dos vídeos que morrem cedo. Todos têm correção simples.

Erro 1: começar apresentando a empresa. "Oi, eu sou a Fernanda, sócia da agência tal, e hoje eu vim falar sobre..." São 8 segundos sobre você num momento em que o espectador só se importa com ele mesmo. Correção: abrir com o problema de quem assiste e deixar a apresentação pro desenvolvimento, quando a atenção já foi conquistada (quem você é importa, só que não nos primeiros 8 segundos).

Erro 2: CTA genérico. "Curte, comenta, compartilha e ativa o sininho" são quatro pedidos e zero ação. "Entre em contato" sem dizer por onde é convite pra lugar nenhum. Correção: um pedido, específico, com motivo. "Salva pra refazer a conta em dezembro" converte mais que "segue pra mais dicas" porque a ação continua útil depois do vídeo.

Erro 3: roteiro decorado que vira leitura. Texto escrito pra ser lido tem frase longa, subordinada, vocabulário de relatório. Na frente da câmera, isso produz olhar de refém e entonação de telejornal de 1994. Correção: escrever beats, não parágrafos. A primeira frase de cada bloco fica pronta, palavra por palavra (gancho e CTA merecem esse cuidado); o miolo fica em tópicos falados com as suas palavras, gravando por blocos de 10 a 15 segundos em vez de caçar o monólogo perfeito.

Os 3 erros que mais estragam roteiroRespondem pela maioria dos vídeos que morrem cedo · todos têm correção simples

1

Abrir apresentando a empresa

“Oi, eu sou a Fernanda, sócia da agência tal, e hoje...”

São 8 segundos sobre você, num momento em que o espectador só se importa com ele mesmo.

Abra com o problema de quem assiste

Quem você é importa, só que não nos primeiros 8 segundos. A apresentação entra no desenvolvimento, quando a atenção já foi conquistada.

2

CTA genérico

“Curte, comenta, compartilha e ativa o sininho”

Quatro pedidos e zero ação. “Entre em contato” sem dizer por onde é convite pra lugar nenhum.

Um pedido, específico, com motivo

“Salva pra refazer a conta em dezembro” converte mais que “segue pra mais dicas”: a ação continua útil depois do vídeo.

3

Texto decorado que vira leitura

Frase longa, subordinada, vocabulário de relatório.

Na frente da câmera vira olhar de refém e entonação de telejornal de 1994.

Beats, não parágrafos

Gancho e CTA prontos palavra por palavra; o miolo em tópicos falados com as suas palavras, gravando em blocos de 10 a 15 segundos.

Como a Koko trabalha

É assim que recomendamos trabalhar: todo vídeo, do reel ao institucional, nasce num documento de duas colunas antes de qualquer diária de gravação. É a parte mais barata da produção e a que mais mexe no resultado.

Se você quer começar pelo formato curto, baixa o modelo de roteiro de reels da Koko (PDF), o mesmo template que a gente usa em conta de cliente, com a página do material em /educacao/materiais/roteiro-de-reels/. E se o desafio é maior que um template (calendário, produção, distribuição, mensuração), dá pra conversar com a gente.

FAQ

O que é um roteiro de vídeo? É o documento que organiza, antes da gravação, o que será dito e o que será mostrado em cada trecho do vídeo. O formato profissional usa duas colunas (áudio e imagem) e divide o vídeo em blocos: gancho, promessa, desenvolvimento, pagamento e CTA.

Como fazer um roteiro de vídeo passo a passo? Primeiro responda três perguntas: pra quem é o vídeo, contra o quê ele compete pela atenção e qual a próxima ação esperada. Depois preencha os 5 blocos na ordem (gancho, promessa, desenvolvimento, pagamento, CTA), escrevendo áudio e imagem lado a lado. Por fim, leia em voz alta e corte até caber na duração alvo.

Onde encontro um exemplo de roteiro de vídeo em PDF? O modelo de roteiro da Koko é gratuito e está em koko.ag/roteiro-de-reels.pdf. Foi desenhado pra reels, mas a estrutura de blocos em duas colunas se adapta a institucional, YouTube e anúncio.

Quantas palavras tem um roteiro de vídeo por minuto? Narração em ritmo natural de conversa, em português, fica entre 130 e 160 palavras por minuto (uma régua prática). Um reel de 30 segundos comporta 65 a 80 palavras faladas; um institucional de 90 segundos, entre 180 e 220, descontando os respiros de imagem.

Qual a diferença entre roteiro e storyboard? O roteiro é texto: descreve áudio e imagem em colunas, bloco a bloco. O storyboard é desenho: transforma a coluna de imagem em quadros ilustrados, plano a plano. Em produção enxuta de social media, o roteiro de duas colunas costuma dispensar o storyboard; em produção com diária cara, o storyboard evita retrabalho.

Preciso decorar o roteiro pra gravar? Não, e é melhor não decorar. Decore só a primeira frase de cada bloco (gancho e CTA palavra por palavra) e fale o resto em cima de tópicos, gravando por blocos de 10 a 15 segundos. Texto decorado por inteiro vira leitura, e leitura mata a naturalidade que segura retenção.

Conclusão

Roteiro é a etapa mais barata da produção de vídeo e a que mais determina o resultado. Custa uma hora de trabalho e um documento de uma página. Mesmo assim é a primeira coisa cortada quando a agenda aperta, enquanto a discussão sobre qual câmera comprar consome semanas. Câmera boa filmando roteiro ruim entrega vídeo ruim em 4K.

Se você só levar uma coisa daqui, leva a ordem: três perguntas, cinco blocos, duas colunas. Talento e edição ajudam, mas nenhum dos dois conserta um vídeo que não sabia pra quem falava nem o que queria que acontecesse depois.

Leia também

Fontes e referências

  1. DataReportal · Digital 2026: Brazil
  2. Think with Google · dados de consumo de vídeo

Esse é o método de roteiro que a Koko usa em conta de cliente, do reel ao institucional. Se você quer o template pronto, o PDF é gratuito. Se quer alguém pra escrever, gravar e medir com você, fala com a gente.

Como este texto foi feito. Escrito com apoio de IA na pesquisa e no rascunho.

Murilo Souza
Diário do Murilo
Murilo Souza
Especialista em Martech
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