Neste artigo 10 seções
  1. Os quatro modelos
  2. O custo do CLT que não aparece no salário
  3. O que explica a diferença dentro do mesmo modelo
  4. Se você é o social media, como calcular seu preço
  5. Sinais de que o preço está errado
  6. Como a Koko trabalha
  7. FAQ
  8. Conclusão
  9. Leia também
  10. Fontes e referências

O preço de um social media varia muito, e a variação não é ganância nem pechincha: é quanta coisa está dentro do pacote. A conta muda de novo quando você compara freelancer com contratação registrada, porque só um dos dois modelos mostra o custo inteiro na proposta.

Este artigo é sobre contratar a pessoa. Se o que você procura é o preço de uma agência, que resolve outro problema, está em agência de social media.

Os quatro modelos

Os quatro modelos de contratação de social media com o que cada um cobre e onde falha: freelancer por peça, cobrado por entrega, bom para volume baixo e irregular e ruim para rotina; freelancer mensal com pacote fechado, previsível e limitado por férias e doença; PJ dedicado com meio ou período integral, com dedicação alta e custo previsível, e sem substituto quando a pessoa sai; e CLT, o único modelo com continuidade garantida e o único em que o custo total aparece na conta

Freelancer por peça. Você paga por entrega: tanto por carrossel, tanto por Reels editado. Funciona quando o volume é baixo e irregular, e vira caro e confuso quando a rotina é semanal.

Freelancer mensal. Pacote fechado de entregas por mês. É o modelo mais comum em pequena empresa, e o mais sujeito a mal-entendido de escopo, porque quase ninguém escreve o que é uma entrega.

PJ dedicado. Uma pessoa alocada meio período ou período integral, emitindo nota. Dedicação alta e custo previsível. O cuidado é o mesmo do freela mensal: escrever o escopo, porque disponibilidade sem lista de entrega vira expectativa diferente dos dois lados.

CLT. Continuidade, dedicação e conhecimento acumulado do produto. É o único modelo em que o custo total aparece na conta, o que faz ele parecer mais caro que os outros três quando na verdade só é mais honesto.

O custo do CLT que não aparece no salário

Comparar salário CLT com valor de freelancer é o erro mais comum dessa conversa, porque salário é a parte visível de um custo maior.

O que se soma ao salário: FGTS todo mês, décimo terceiro, férias com o terço constitucional, e a contribuição patronal ao INSS, que existe no Lucro Presumido e no Lucro Real e não se aplica à maioria das empresas no Simples Nacional. Depois vêm os benefícios que a empresa oferece, tipo vale transporte, refeição e plano de saúde, e o custo da rescisão provisionado.

Composição do custo de um social media CLT: o salário é a base visível, e sobre ele incidem FGTS, décimo terceiro, férias com o terço constitucional, provisão de rescisão e benefícios, além da contribuição patronal ao INSS nas empresas de Lucro Presumido e Lucro Real, que não se aplica à maioria das empresas do Simples Nacional. O resultado é um custo total entre uma vez e meia e quase o dobro do salário conforme o regime tributário

Na prática isso significa que o salário registrado raramente é o que a empresa gasta. No Simples, a régua costuma ficar em torno de 1,4 a 1,6 vez o salário. Fora do Simples, passa disso. Vale conferir a conta com seu contador, porque regime tributário e benefícios mudam bastante o número final.

O CLT não sai perdendo por isso. O que muda é a natureza da comparação: no freela você compra entregas, no CLT você compra disponibilidade e conhecimento acumulado do produto.

O que explica a diferença dentro do mesmo modelo

Quase sempre é vídeo.

Arte estática tem tempo de produção previsível. Vídeo tem captação, decupagem, corte, legenda, trilha e revisão, e cada rodada de ajuste custa hora de novo. Um pacote de 12 artes e um pacote de 8 artes com 4 Reels podem ter o mesmo número de peças e uma diferença de horas grande.

Os outros três fatores que mexem no preço:

Quem grava. Se o cliente grava e o freela edita, o preço cai. Se o freela vai até o local captar, entra deslocamento e diária.

Se tem mídia. Gestão de anúncio é outra competência. Freela que faz conteúdo e mídia cobra mais que quem só faz conteúdo, porque são duas rotinas de trabalho.

Se tem relatório com leitura. Print do painel não é relatório. Alguém precisa olhar o número, escrever o que aconteceu e propor o próximo passo, e isso custa hora.

Se você é o social media, como calcular seu preço

A conta que evita trabalhar de graça tem três partes: quanto você precisa ganhar por mês, quantas horas você tem pra vender, e quanto tempo cada entrega leva quando cronometrada, em vez de estimada.

Fórmula de precificação para social media autônomo em quatro passos: primeiro, definir a retirada mensal desejada somada aos custos fixos do negócio e à provisão de imposto, férias e período sem cliente; segundo, definir quantas horas por mês você consegue vender, descontando prospecção, reunião e administração; terceiro, dividir o valor pelas horas para chegar ao valor da hora; e quarto, medir quanto tempo cada tipo de entrega leva de fato, com cronômetro, para converter hora em preço de pacote

O erro clássico é dividir a meta de faturamento por 160 horas. Ninguém vende 160 horas por mês, porque prospecção, reunião, proposta, cobrança e conversa de ajuste não são faturáveis. Uma régua honesta fica entre 90 e 110 horas vendáveis num mês cheio.

O segundo erro é estimar o tempo de entrega em vez de medir. Cronometre três meses de trabalho real e a maior parte das pessoas descobre que o Reels que "leva uma hora" leva duas e meia com ajuste.

Sinais de que o preço está errado

Sinais de preço errado dos dois lados da mesa: para quem contrata, proposta muito abaixo das outras costuma significar que a mensuração ficou de fora, que o vídeo não está incluído ou que o número de ajustes não foi combinado; para quem é freela, sinais de preço baixo demais são trabalhar fim de semana todo mês, não conseguir tirar férias, ajustes ilimitados no combinado e não saber quanto tempo cada entrega leva

Quem contrata deve desconfiar quando uma proposta fica bem abaixo das outras que recebeu. Não costuma ser eficiência, costuma ser escopo faltando. As frentes que somem primeiro, nessa ordem: mensuração, gestão de comentário e roteiro de vídeo.

Quem é freela deve desconfiar quando trabalha todo fim de semana, quando não consegue tirar férias sem perder cliente e quando aceita ajuste ilimitado. Os três sinais dizem a mesma coisa: o preço não cobre o trabalho que está sendo feito.

Como a Koko trabalha

A Koko forma social media e ensina precificação no SMK, a formação de social media da casa, com a mesma lógica deste artigo: preço construído em cima de estimativa some na primeira conta que dá errado, e preço construído em cima de tempo medido se sustenta.

Se você está do lado de quem contrata, o modelo de contrato evita que o preço combinado vire outro preço no terceiro mês. Se você é o freela, o SMK tem a parte de precificação e proposta.

FAQ

Quanto custa um social media por mês no Brasil? Depende do modelo e, principalmente, do que está dentro do pacote. Freelancer por peça cobra por entrega, freelancer mensal cobra um pacote fechado, PJ dedicado cobra a disponibilidade de uma pessoa e o CLT custa o salário mais os encargos. Dentro de cada modelo, o que mais mexe no valor é vídeo, gestão de mídia e relatório com leitura. Antes de comparar dois preços, compare as duas listas de entrega.

Quanto custa contratar um social media CLT, somando os encargos? O custo total soma ao salário o FGTS, o décimo terceiro, as férias com o terço constitucional, a provisão de rescisão, os benefícios e, fora do Simples Nacional, a contribuição patronal ao INSS. A régua prática fica entre 1,4 e 1,6 vez o salário no Simples, e acima disso nos demais regimes. Confirme com seu contador, porque o número muda conforme regime e benefícios.

Por que dois freelancers cobram valores tão diferentes pelo mesmo número de posts? Quase sempre por causa de vídeo. Edição consome hora de um jeito que arte estática não consome, e um pacote com Reels custa mais que um pacote só de artes com a mesma contagem de peças. Os outros fatores são quem grava, se há gestão de mídia e se o relatório vem com leitura ou só com print.

Vale mais contratar freelancer ou agência? Freelancer resolve bem quando o volume é estável e a empresa não depende do canal pra vender. Agência entra quando é preciso capacidade de vídeo, mídia e mensuração ao mesmo tempo, e quando parar a operação por férias ou desligamento é inaceitável.

Quanto um social media deve cobrar por hora? Depende da retirada desejada, dos custos fixos e das horas que você consegue vender, que ficam entre 90 e 110 por mês num mês cheio, não 160. Divida o valor necessário pelas horas vendáveis e depois converta em pacote medindo, com cronômetro, quanto tempo cada tipo de entrega leva.

O que costuma faltar numa proposta barata demais? Nesta ordem: mensuração com leitura, gestão de comentário e direct, e roteiro de vídeo. São as três frentes menos visíveis, e por isso as primeiras a serem cortadas para o preço fechar.

Conclusão

A pergunta "quanto custa um social media" tem uma resposta útil só depois de outra pergunta: quanto trabalho você está comprando. Doze artes por mês e uma operação com vídeo, mídia e leitura de dado são serviços diferentes com o mesmo nome.

Antes de comparar dois valores, compare duas listas de entrega. Quando a lista fica igual, a diferença de preço passa a significar alguma coisa.

Leia também

Fontes e referências

  1. Planalto · CLT, Decreto-Lei 5.452/43
  2. Planalto · Lei Complementar 123/06, Simples Nacional
  3. Caixa · FGTS, alíquota e recolhimento
  4. Receita Federal · contribuições previdenciárias patronais

Murilo Souza
Diário do Murilo
Murilo Souza
Especialista em Martech
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